domingo, 16 de outubro de 2011
Momentos
Como o tempo é relativo. Estava escrevendo, super inspirado, e o computador apaga. Tudo o que escrevi se foi. Volto a escrever novamente, mas perdi a conexão com o meu estado anterior. Momentos que jamais voltarão. Assim é a vida, feita simplesmente de momentos. Que saibamos aproveitá-los pois os próximos não serão os mesmos, serão diferentes, com certeza. Podem ser bons ou não, mas virão, e seja qual for, não deixe apenas passar. Faça algo que, para você, tenha algum significado, não se importe jamais se os outros vão gostar ou não, cada um na sua e siga em frente. Sabemos disso, mas muitos ainda vivem em função dos outros, se preocupam demais, e não se dão conta do que é o mais importante, que é ele mesmo. Não devemos nos privar pelos outros e muito menos agir pensando dessa maneira. Vivamos a nossa própria vida, como tem que ser, como queremos que seja, e o resto que entenda, porque não vou bancar mais essa preocupação, já tenho as minhas, e não são poucas, mas aprendi a aceitá-las e lutar para saná-las, e assim sigo a minha vida. Que bons momentos surjam para todos e que saibam apreciá-los. Um forte e carinhoso abraço aos meus queridos amigos. Simplesmente Ernesto, num bom momento.
sábado, 1 de outubro de 2011
Projeto 8046/2010 - Pretende criar um novo Código do Processo Civil
Por Dr. Antônio Cláudio da Costa Machado
Professor Doutor do Programa de Mestrado em Direito do UNIFIEO
www.professorcostamachado.com
Parece estar passando despercebida à sociedade brasileira a tramitação na Câmara dos Deputados do Projeto 8046/2010 que pretende criar um novo Código de Processo Civil. Como é sabido, o CPC regulamenta toda a atividade judiciária, exceto a voltada à aplicação das leis penais, eleitorais e trabalhistas, tendo, portanto, enorme repercussão sobre a vida civil de todos os cidadãos. Preocupante é a falta de informação e de debate na mídia sobre o tema porque, uma vez aprovado, o Brasil passará a conviver com uma nova ditadura: a ditadura do Poder Judiciário.
Para se ter uma idéia do autoritarismo do Projeto, basta dizer que, em linhas gerais, ele equipara, em termos de funcionamento, o processo civil ao processo do trabalho, confere poderes quase que ilimitados aos juízes de primeira instância, diminui significativamente os direitos processuais das partes e dos advogados e faz desaparecer a previsibilidade sobre como as causas tramitarão perante a Justiça. Estaremos todos à mercê da vontade superior dos magistrados.
Projeto é tenebroso, particularmente, porque faz desaparecer o “Livro III - Do Processo Cautelar” e com ele toda a limitação ao poder do juiz em casos de urgência. O magistrado, fundado apenas em requisitos de fácil preenchimento, poderá mexer no nosso patrimônio e nas nossas liberdades, inclusive na atividade empresarial.
O CPC projetado é terrível ao conceder, na fase das provas do processo, poderes absolutos para o juiz, tais como o de alterar prazos, limitar a uma ou duas o número de testemunhas, decidir sobre tudo sem que caiba qualquer recurso.
Não menos perigosa é a execução imediata da sentença do juiz (sem necessidade de confirmação pelo tribunal), num país onde 40% das decisões são modificadas pela segunda instância.
Se a Câmara dos Deputados aprovar o Projeto 8046/2010 como o Senado o fez no ano passado – a toque de caixa, na calada da noite e sem qualquer debate democrático - veremo-nos todos na condição de escravos do Poder Judiciário.
Estes são alguns dos pontos de projeto de CPC que gostaríamos de discutir abertamente com toda a comunidade acadêmica – jurídica e não jurídica, a sociedade em geral, para permitir aos nossos professores e alunos, enquanto cidadãos, a manifestação livre e desimpedida sobre as dúvidas e incertezas que temos hoje a respeito dos destinos da Justiça brasileira.
Venha participar conosco desta grande discussão!
Professor Doutor do Programa de Mestrado em Direito do UNIFIEO
www.professorcostamachado.com
Parece estar passando despercebida à sociedade brasileira a tramitação na Câmara dos Deputados do Projeto 8046/2010 que pretende criar um novo Código de Processo Civil. Como é sabido, o CPC regulamenta toda a atividade judiciária, exceto a voltada à aplicação das leis penais, eleitorais e trabalhistas, tendo, portanto, enorme repercussão sobre a vida civil de todos os cidadãos. Preocupante é a falta de informação e de debate na mídia sobre o tema porque, uma vez aprovado, o Brasil passará a conviver com uma nova ditadura: a ditadura do Poder Judiciário.
Para se ter uma idéia do autoritarismo do Projeto, basta dizer que, em linhas gerais, ele equipara, em termos de funcionamento, o processo civil ao processo do trabalho, confere poderes quase que ilimitados aos juízes de primeira instância, diminui significativamente os direitos processuais das partes e dos advogados e faz desaparecer a previsibilidade sobre como as causas tramitarão perante a Justiça. Estaremos todos à mercê da vontade superior dos magistrados.
Projeto é tenebroso, particularmente, porque faz desaparecer o “Livro III - Do Processo Cautelar” e com ele toda a limitação ao poder do juiz em casos de urgência. O magistrado, fundado apenas em requisitos de fácil preenchimento, poderá mexer no nosso patrimônio e nas nossas liberdades, inclusive na atividade empresarial.
O CPC projetado é terrível ao conceder, na fase das provas do processo, poderes absolutos para o juiz, tais como o de alterar prazos, limitar a uma ou duas o número de testemunhas, decidir sobre tudo sem que caiba qualquer recurso.
Não menos perigosa é a execução imediata da sentença do juiz (sem necessidade de confirmação pelo tribunal), num país onde 40% das decisões são modificadas pela segunda instância.
Se a Câmara dos Deputados aprovar o Projeto 8046/2010 como o Senado o fez no ano passado – a toque de caixa, na calada da noite e sem qualquer debate democrático - veremo-nos todos na condição de escravos do Poder Judiciário.
Estes são alguns dos pontos de projeto de CPC que gostaríamos de discutir abertamente com toda a comunidade acadêmica – jurídica e não jurídica, a sociedade em geral, para permitir aos nossos professores e alunos, enquanto cidadãos, a manifestação livre e desimpedida sobre as dúvidas e incertezas que temos hoje a respeito dos destinos da Justiça brasileira.
Venha participar conosco desta grande discussão!
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